Depois da surpresa, dos sustos de médicos sem noção, dos enjôos, da irritação causada pelos hormônios em ebulição encaro o 8o mês de gravidez com a serenidade de quem nunca conheceu verdadeiramente esse sentimento antes.Sim, estou sentindo alguns desconfortos, afinal o 3o trimestre de gestação sempre é delicado: a barriga começa a pesar porque o bebê começou a ganhar peso, dormir só é possível se for de lado, a respiração fica ruim, o inchaço é inevitável - sessões de drenagem linfática tem ajudado. Mas a sensação de viver essa experência é surreal no melhor sentido possível.
Não estou ansiosa a ponto de desejar que o bebê, um menino de 2,5 kg até o momento e que tem até cabelo, nasça logo e nem sonhando loucuras com meu filho. Sinto um pouco de medo de uma série de coisas já que nunca convivi com bebês. Sou de uma família, iniciada no fim dos anos 70, típica em que a mãe teve 3 filhos com idades muito próximas, os primos também são da mesma idade e só conviveram juntos até os 6 anos de idade...Fora que a mama sempre trabalhou fora. Sou o caso clássico de mulher que não foi preparada para ser mãe, apesar do desejo sempre ter existido. Sim, sinto medo ao pensar no parto, mas tento me tranquilizar pensando que todo dia milhares de mulheres passam por isso, esse é um evento natural apesar das milhares de intervenções realizadas em hospitais - o que não me agrada muito após ter lido muita coisa. Como é doce a ignorância...Esse assunto merece um post inteiro, inclusive pelo fato de que eu serei submetida ao padrão de nascimento em hospital quando Otto chegar.
Otto: rico, nobre, poderoso, será o nome do menino que está revolucionando minha vida. Enrolei, pensei, disse alguns nomes, mas na real não conseguia me imaginar chamando o pequeno de Antônio, Arthur, Francisco e até Caio que era o mais cotado. Até que um dia Daniel, pai do Otto, sugeriu esse nome e eu fiquei pensando... Pensando muito, tanto que até cheguei a sonhar com o nome duas vezes. Nunca mais consegui imaginar outro nome. Vale dizer que nome de filho às vezes parece novela: todo mundo dá opinião. No fim o que vale é o gosto dos pais que precisam ser fortes para não serem influenciados.
A partir da próxima semana começo o acompanhamento médico mais freqüente. Estarei entre a 35a e 36a semana, ou seja, na reta final mesmo. A partir daí será possível saber com mais certeza se o bebê chega no fim de março ou no começo de abril como estava previsto desde o início. Talvez com essa contagem regressiva eu comece a ficar realmente apreensiva, ou não.
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
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