segunda-feira, agosto 21, 2006

Nada melhor do que recarregar as baterias no momento certo. Fazia tempo que eu não saia de São Paulo e estava sentindo falta. Destino? Monte Verde. Um distrito da cidade de Camanducaia,no sul de Minas Gerais.
Sair de SP, sentir o cheiro de mato molhado por uma chuvinha leve, ver um céu estrelado para valer, andar num lugar sossegado, bonito,comer bem, dormir bem,subir uma montanha e se deslumbrar com a vista... Tudo isso é impagável, por mais que o capitalismo nos diga que nada é de graça. No fim não é, mas as nossas sensações de bem estar não dependem de grana,apenas.
Na semana da viagem eu estava extremamente irritada, me sentindo meio sugada, inquieta,querendo um tempo da rotina estressante. O fim de semana veio como um presente,quem sabe um antídoto,para voltar e fazer tudo o que me propus e torcer a cada dia para dar certo.
Com a volta vieram, claro, as tristezas da realidade: o metrô cheio, o ônibus demorado, o descanso escasso, o esforço contínuo...Vivi um pouco e parece que não há escapatória dessas coisas. Nada é fácil,mas nem por isso precisa ser sofrido e não vai ser...Nem que eu passe a vida para aprender,não vou mais encarar as dificuldades como a forca nem vou carregar os grilhões do sofrimento presos às minhas pernas.Quero comover o mundo com minhas virtudes e não com meu sofrimento. E ainda ouvir muitos discos, conhecer muitos lugares e pessoas e aproveitar tudo o que ainda existe de bom nesse mundo caótico.

quinta-feira, agosto 10, 2006

Para que facilitar se sempre se pode complicar??

Não sou a pessoa mais prática do mundo, complico as coisas, sou paranóica e meio louca às vezes. O que tenho a meu favor é que tento, em vários momentos, simplificar as situações e fazer as coisas ficarem menos pesadas do que são.
E por isso me irrita profundamente ver pessoas próximas complicando mínimos detalhes como deixar de fazer alguma coisa por ter de subir uma mísera escada. Sei que eu não devia nem lembrar disso por ser algo pequeno demais,mas a vida nos impõe tantas coisas punks que não consigo ficar indiferente a atitudes que dificultam o que não precisa ser difícil.
Essa semana já comecei a brigar comigo mesma por causa da minha tendência de me render fácil frente a coisas que demandam esforço e talvez por isso minha paciência esteja mais curta.
Estou brigando muito para minha ansiedade não voltar a me sabotar denovo.Toda vez que me descontrolo as coisas perdem o eixo e demoro um tempo para voltar ao meu estado normal.
Bla bla bla... já começo a achar este texto uma grande perda de tempo...

segunda-feira, agosto 07, 2006

Nova empreitada

Hoje eu retomo minha vida de estudante, espero que seja pelo tempo que planejei com faculdade a partir do ano que vem, denovo. Sim, quero voltar a ser estudante por mais duro que isso possa parecer, e é. Já passei 4,5 anos comprometida com um curso de jornalismo - depois de ficar 1 ano perdida no turismo. Foi bom, mas também foi foda.
Acho que tenho um vírus, uma dependencia química ou qualquer coisa parecida com isso pois sinto necessidade de estar em sala de aula. O tempo passa, eu concluo cursos, passo um tempo à toa,mas sempre sinto falta de aprender algo.Ok, para aprender não preciso estar necessariamente numa sala de aula,mas minha falta de disciplina me empurra para isso.
No momento, o que quero e muito é fazer essa empreitada dar certo. Estou cansada de bater a cara na porta, de me ferrar, de querer, ir atrás e não rolar...Pode ser que isso aconteça denovo,mas não quero contar com esta hipótese.
A coisa triste do momento é o valor da taxa de inscrição da Fuvest: 100 pilas + 9 pilas manual. Puta brincadeira cara! Fosse só este valor estva tudo certo...Mas melhor não pensar em grana agora.
A parte boa é que estou estimulada, eu me conheço e sei que o difícil para mim é manter o pique até o fim.Mas vamos tentar, no cursinho tem plantão, tem galera estudando e isso pode ajudar.
Em outubro o projeto onde trabalho termina. Não estou confortável porque isso significa contar dinheiro na unha para pagar o curso até janeiro. Andei vendo outro trampo,mas não senti firmeza, está tudo no ar por ser resolvido.Analisando friamente trabalhar até outubro, sem dúvida, é o mais conveniente para os meus planos. Daqui até lá muita coisa pode rolar. Espero que só venham as coisas boas.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Solidão:puro tédio

Se eu resolvesse não aparecer aqui no trabalho e tirar o dia para vagabundar estaria tudo certo, pelo menos até agora.Ninguém ligou, mandou e-mail ou mandou qualquer sinal. Não conversei com ninguém hoje, ainda. Para algumas pessoas isso é a glória da tranqüilidade,para mim,puro tédio. Apesar de não estar me sentindo mal com nada,apenas um pouco inquieta por causa das mudanças que vão rolar a partir da próxima semana,isso me incomoda um pouco.
Sei lá, toda aquela minha banca de independente não passa de uma enorme fachada para mostrar para os outros o quanto eu sou forte - que balela! - quando na verdade sou uma menininha insegura que fica meio louca quando passa tempo demais sozinha. Eu aproveito momentos solitários,gosto deles e acho que eles são necessários,mas não tenho nenhum tipo de sóciopatia,gosto de gente, gosto de conversar, gosto de ouvir,gosto de ter parceiros para fazer as coisas.
Fazer as coisas sozinha é menos estimulante, menos criativo.Ok, pode ser menos conflituoso e estressante,mas encaro essas coisas.
Quem sabe um dia eu aprenda para meu próprio bem a lidar com meu ímpeto de falar, minha necessidade de conversar e estar acompanhada...