domingo, maio 31, 2009

Viajando sem sair do lugar

Hoje acordei com vontade de viajar. O globo repórter sobre a França, exibido na sexta-feira, me deixou louca para cruzar o Atlântico em direção ao velho mundo. Região da Provença, Borgonha, Bretanha...Paris
E olha que quando se fala em Europa a França nao e o primeiro lugar que me passa pela cabeça... Mas aquela imagem final do programa com a Torre Eiffel ao fundo e eu deitada no sofa da sala me senti como se estivesse deitada aos pés da torre...
Como nao posso viajar tao cedo, porque tenho outras prioridades, mas sonhar e permitido a qualquer mortal, viajo a minha maneira, aqui sentada em frente desta tela.

sexta-feira, maio 29, 2009

Louca como Pollock

Opa! E já se passaram cinco dias que nao apareço para postar uma letrinha se quer. Resumindo essa semana o Otto capotou com o andador, começou a dormir melhor - e eu também- o humor melhorou- o dele e o meu - começou a brincar de se esconder, os dentes estão mais do que inchados - aposto que o canino sai primeiro que os molares que costumam aparecer antes- e eu consequentemente estou um pouco mais paciente, com as coisas voltando aos eixos fica tudo mais fácil. Confesso que as ultimas semanas foram desgastantes. Andava cansada de acordar a noite e dormir ate cinco, cinco e meia, seis da manha e ficar o dia todo no ar contornando o mau humor do pequeno. E ha quem pense que ficar em casa cuidando de filho e nao fazer nada, haha.
Ha dois dias depois de ter sido meio grossinha com o Daniel ao telefone, parei, refleti e percebi que ando de mau humor e na defensiva quase o tempo todo e isso me deixou mal, e na boa, eu nao sou assim. Os motivos? A minha vontade de trabalhar - de produzir alguma coisa que nao precisa ser so trabalho revertido em grana- de sair, de ver gente e ver o mundo, coisas que foram parar no segundo, terceiro plano da minha escala de prioridades e isso foi de livre espancada vontade. Se eu nao cuidar do meu filho o tempo todo quem vai faze-lo? Desde que ele nasceu eu me dediquei integralmente a ele e minhas outras necessidades ficaram desatendidas, o que tem me deixado incompleta, chateada, melancólica e de mau humor.
Sinto falta de ler um livro, de ir ao cinema, de encontrar com alguns amigos - alguns bem poucos porque depois de eu ter me tornado mae os que estavam ja distantes simplesmente sumiram- sair com o Daniel sozinha.
Nao estou reclamando de ser mae, porque isso e maravilhoso, so preciso ver uma forma de voltar a ser uma mulher normal. Se e que isso e possível quando se trata de mim. Ja que sou ansiosa e impaciente por natureza, dois terríveis defeitos.Nao sou perfeita, admito, sempre admiti.
Anteontem, estava tao ansiosa, tao ansiosa que se tivesse tido como me sentar a frente do computador teria escrito coisas possivelmente desconexas - ou nao- porque mentalmente me senti como Jackson Pollock, pintor norte americano, que pintava loucamente como se estivesse num transe e o que aparecia nas suas tela era puramente catartico. Mais malucas do que suas telas era a sua forma de pintar como mostrou o filme Pollock,estrelado por Ed Harris. Se ele pintava realmente daquele jeito quem acompanhava aquilo ficava meio desorientado, eu fiquei quando assisti.
Agora estou mais centrada e a qualquer momento volto. Tenho que atender uma crianca que acabou de acordar, excepcionalmente mais tarde hoje.

*Depois desse post encontrei uma edição de imagens do filme Pollock com o pintor em ação. 

domingo, maio 24, 2009

Transito, japonês, sonhos ecológicos

Após duas semanas de trabalho pesado e sem folga o Daniel conseguiu um sábado para sairmos para almoçar. Eu fiquei um tempão pensando sobre onde seria melhor irmos, mas nao me convenci de nenhuma das opções acabei gostando da sugestão do Daniel de irmos a Pca Benedito Calixto. Ha quase dois anos nao colocava meus pés la, e continuo sem pisar em terreno pinheirense. Apesar de termos ido para la, desistimos de da missão, nem descemos do carro.
O transito em direção a Pinheiros estava um lixo, no bairro a coisa estava ainda pior e a Pça Benedito tinha transito humano, as calcadas estavam lotadas de gente. Impossível de ficar num lugar assim com um bebe que nao anda com um humor muito fácil. Na verdade, terrível andar em lugar assim com qualquer bebe em qualquer estado de animo.
Abortamos a missão e fomos parar num restaurante japonês de que gostamos muito e nem sabíamos que abria para almoço já que so íamos la para jantar. Mas isso foi em outra vida... Nem sei mais o que jantar fora e nem sair sozinha com o Daniel.
Bueno, a jornada daqui - extremo oriente da capital paulistana- ate o outro lado da cidade, somada ao transito improvável para um sábado pesaram, quando chegamos ao restaurante o Daniel estava tao cansado que nem conseguiu comer direito. Sair para almoçar levando uma criança de um ano e pouco que esta prestes a começar a andar e um trabalho impensável para quem encara almoçar fora como uma forma de descansar.
De qualquer forma valeu a pena, a comida do Jardim Japonês e muito boa - estou fazendo propaganda porque o lugar merece. Os sashimis sao generosos, os temakis sempre estão com as algas sequinhas, os hot rolls sempre vem hot - nao conto as vezes que comi hot roll frio em outros restaurantes- os rolinhos primavera sempre sempre vem quentinhos e com cara de que foram assados e nao fritos naquele óleo preto nojento de pastel de feira depois da uma e meia da tarde, fora as cortesias que e sempre uma novidade muito gostosa.
A volta teve um pouquinho de transito de novo que provocou a conversa sobre a cidade nao estar suportando mais a quantidade absurda de carros na rua - o interessante e que durante a conversa rolava Juvenar* do Karnak, no som do carro, veio bem a calhar. Tudo isso desperta a minha inquietação sobre os rumos das coisas, do planeta e do que  o mundo reserva para o meu filho e toda a geração dele.
Penso na minha irresponsabilidade social e ecológica  e na de tantas outras pessoas e nao gosto dessa projeção. Gostaria de ser mais ativa, de fazer algo muito pontual nisso.... Acho que toparia ate viver numa eco villa trocando serviços com outras pessoas, comercializando produção agrícola, artesanato e também consultoria para empresas ou pessoas comuns fora do lugar. Soa meio riponga, mas a intenção nem e essa e sim tentar viver uma vida quem sabe um pouco mais sustentável e com mais qualidade. Quem nao quer isso?
Embora, a cidade seja caótica eu nao ouso a falar dela. Aqui tem tudo de ruim mas tudo de bom a gente encontra a cada esquina tambem.
Sonhos de ativismo ecológico e declarações de amor a cidade a parte conto que o animo do Otto esta melhorando, estou aos poucos conseguindo descansar . Os dentes dele continuam o incomodando ate porque ele continua cocando a gengiva e ainda nao voltou a dormir a noite inteira. Ainda nao o mandei para escola porque estou esperando que ele fique um pouco mais calmo, imagina, os dentes incomodando e ainda ir para um lugar com o qual nao esta acostumado. E muito para assimilar de uma única vez e ainda nao voltei a trabalhar entao vou ficando com ele em casa. So nao quero manda-lo para escola no mesmo dia que eu voltar. Minha sanidade mental esta voltando aos poucos também e ainda nao achei paciência em pílulas, mas de alguma forma ela esta aparecendo, eu acho.

Catia, que dificilmente consegue terminar uma postagem no mesmo dia que comeca.

Tá feio aqui
Tá muita poluição
Tá fedido
Fumaça de caminhão

Eu tô cansado da cidade
Eu quero ir pro mato
tem de tudo lá
porco galinha pato
tem carroça
tem cachorro
tem carro de boi
correguinho sempre tem

Juvenar Juvenar
Vem tirar o leite
São 6 horas da manhã
Juvenar Juvenar Juvenar Juve
nar


sexta-feira, maio 22, 2009

Paciência em pilulas

Na ultima semana tenho prometido para mim quase todo dia que nao vou perder a paciência. Volta e meia me pego olhando para o céu e pedindo a paciência de Jo triplicada, elevada a decima potência ou tendendo ao infinito. E no fim acabo fazendo e falando sempre as mesmas besteiras:  grito,  bato  em alguma coisa ou faço arremesso de objetos -sempre sem alvo, nao chego assim a ser um perigo para a família ou sociedade. Sinto uma vergonha disso... Pareco criança contrariada ou aquelas desequilibradas de novela que jogam coisas nos outros.
Tudo seria fácil, perfeito e indolor se a paciência, a tolerância e tantas outras características humanas fossem aprendidas ou adquiridas como em Matrix - o filme que inspirou o nome deste blog- em que um software era carregado no cérebro e toda a informação necessária aparecia em segundos. Que sonho!
Agora pouco eu, abaixada para observar meu filho comer, no meio da cozinha, pensava em como posso nao ser sensível a ponto de entender que nos piores momentos  tudo uma criança exige da gente,as vezes, mais do que amor, e um saco imenso, do tamanho da Via Láctea para lidar com seus desconfortos. 
Este assunto esta recorrente aqui porque por mais que prometa para mim mesma que nao vou perder a calma, que peça a paciência de Jo elevada ao infinito e que mentalize o mantra Omm, a flor de lotus, a brisa do mar ,a cachoeira da putaqueopariu acaba indo tudo por água abaixo quando o moleque começa a dar chilique por motivos diversos e  eu cansada de acordar uma da manha e depois as cinco horas diariamente e segurar essa pegada por vários dias seguidos nao me contenho e me comporto pior do que ele...Que raiva de mim...E o chicotinho da auto flagelação mental entra em ação, as vezes,rola ate choro...meu, e claro.
Quero paciência em pílulas vermelhas, roxas, laranjas ou desidratada como sopa,  quero o software  de Matrix...

terça-feira, maio 19, 2009

Cinco desejos numa terça-feira de manha

-dormir ate as nove da manha, quem nao quer um soninho de beleza;

-ouvir musica e me atualizar sobre o que anda rolando no mundo musical (no  melhor estilo cheguei da Siberia hoje);

-massagem e hidratação para os meus pes de roceira cheios de rachaduras;

-massagem nas costas cansadas e doloridas de carregar criança de dez quilos que ainda nao anda;

-um teletransporte de duas horas para Berlim*.

(- alguém que me ajude a configurar o teclado desse computador. Eram cinco, mas sempre lembro de mais um aos 46 do segundo tempo).

*Sei la porque Berlim, veio a cabeça e gostaria muitíssimo de ter a chance de conhecer aquela cidade 




*Acordei cheia de devaneios...

segunda-feira, maio 18, 2009

Coisas incompletas e gente louca

Faz uns 2 meses que tento pintar as unhas, um mais ou menos que quero revelar umas fotos para mandar para minha vo, ha uma semana era para ter mandado o Otto para escola e para completar a coleção de coisas por fazer, ha uns bons dias que nao apareço aqui.
Com um resfriado oportunista e dentes pre molares nascendo da para imaginar o quanto o Otto anda simpático e eu consequentemente com menos tempo do que antes. Ainda bem que a gente se esquece do incomodo que e ter dentes nascendo. Ok, somos lembrados do incomodo com os sisos, no meu caso ha pouco, bem pouco, tempo-  e o fim,  siso nascendo aos trinta anos, parece que tudo e para acompanhar meu filho se o juízo dependesse realmente do nascimento deste dente eu nao teria nenhum...
Esses dias e noites, principalmente as noites, foram dureza. Nao me lembro de quantas vezes levantei nas ultimas noites para atender o pequeno. Primeiro era por causa do nariz entupido e depois acredito que a causa tenha sido os dentes e uma quase febre de 37 graus.
Essa noite ele acordou uma vez so a uma da manha e dormiu logo - eu...demorei um tempao para pegar no sono- mas, as cinco e meia o moleque acordou e quem disse que quis dormir  de novo. Tentei faze-lo dormir, coloquei no berco o que foi ótimo para faze-lo abrir um sonoro berreiro. E eu como mae perfeita que nao sou, torci para ele dormir de novo para que pudesse descansar um pouco mais- doce ilusão- como isso nao aconteceu perdi a paciência e resolvi sair do quarto e deixa-lo chorando um pouco mais. Nada funcionava, desisti, voltei peguei o moleque troquei fralda e roupa, coloquei- o no andador e fui tomar café. Que remédio...
O mais maluco foi minha tia aparecer no quarto umas seis e meia, acho, para ver o que estava rolando e soltar o comentário Fico pensando na reação das pessoas quando acontecem essas coisas. Vindo de quem veio so pude pensar que ela teve medo de eu afogar o Otto na privada, joga-lo na parece ou coisa parecida. E era disso mesmo que ela estava falando e rapidamente disse que jamais teria coragem de fazer algum mal ao meu filho, por mais que minha paciência fosse para o saco e ela achando pouco disse A gente nunca sabe, porque escuta tanta coisa por ai...
Pior e que nao posso culpa-la nem ficar com raiva dela,como nao fiquei, ela assiste muito noticiário tranqueira e realmente tem muita gente louca por ai e muitas outras pessoas próximas de nos ficando malucas também. 

quarta-feira, maio 13, 2009

Duvidas e masoquismo

Eu sei que pela milésima vez prometi que escreveria todo dia - desde sempre, essa ladainha e antiga...- ,mas quem falou que da para garantir isso com a minha labuta diária. E por incrivel que pareça ou por masoquista que pareça - mae tem sempre uma queda por esse lance maso- estou perto de ter algum dia livre, sem Otto o dia inteiro, e nao estou feliz com isso. E quantas vezes eu quis um tempo livre para mim?
A adaptação dele na escola ,comigo acompanhando, já aconteceu e aparentemente foi bem - segundo as professoras e pelo que vi também, esperava tudo muito pior.(Ainda estou terminando o post sobre o dia, estava tao cansada e o blogger dando tanto pau que nao consegui finalizar).
Agora confesso que estou em crise. A confirmação do meu freela saiu, so nao sei quando começo. Ontem decidi depois de conversar com Daniel que seria melhor confirmar o trabalho e depois a ida do Otto para escola, seria completamente sem sentido ele na escola o dia todo sendo acordado as cinco da manha se estarei em casa o dia todo. 
A minha crise tem a ver com a  separação dele, meu questionamento se essa e a decisao certa, se e melhor manda-lo para a escola essa semana já que ele foi uma vez para nao quebrar tanto a continuidade ou começar para valer na próxima semana sem intervalos , hesitações ou problemas práticos a serem resolvidos. Estou tensa com o coração apertado e chorando escondida.
Sei que se eu quisesse ficar em casa com ele por mais um ano eu poderia, mas também sei, e muito bem, que voltar a trabalhar seria mais difícil. Das novas maes que conheço, sou a mais E.T.: nao tinha um emprego quando gravida, nao tive licença maternidade remunerada, fiquei um ano e pouco em casa cuidando exclusivamente do meu filho e ainda por cima ainda amamento - quando comento isso varias pessoas se espantam, ainda vou falar sobre isso por aqui.
Conheci a escola e gostei. Como boa xiita que sou, protestei contra duas coisas do cardápio e me informaram que se eu nao quiser que de certos alimentos para eu comunicar por escrito que prontamente obedecerão meu pedido. Alivio. 
Telefonei logo cedo para a coordenadora para dizer que o Otto nao iria e justificar o motivo. Queria evitar a impressão de que algo possa ter me desagradado - o que desagradou mesmo foi a quantidade de criança resfriada, mas isso e inevitável- porque me empolguei e acabei dizendo que ele voltaria no dia seguinte.
Vou dormir para ver se coloco meus sentimentos em ordem e acordo pensando melhor.

segunda-feira, maio 11, 2009

Fala serio!

Num momento raro, sai com o Otto e o Daniel para ir ao shopping, sábado, véspera do do dia das maes - tinha me esquecido completamente. Fui encontrar meu pai num restaurante, que nao estava cheio como o shopping - ainda bem. 
Quem sai com criança que ainda esta nas fraldas sabe, uma hora nos teremos de troca-las, e em um shopping sempre espera-se que tenha um fraldario. E no Center Norte tem. Um. Fora do shopping, longe para caramba de quase todo o lugar. E que atende ao Center Norte e ao Lar Center, e muito pouco. Nao serei injusta já que o espaço da Johnsons e grande, bem estruturado, limpo e bem bonitinho. 
Essas coisas nos  desanimam mais ainda na hora de sair com os pequenos, tarefa que já nao costuma ser muito fácil. 
O curioso e que a quantidade de pessoas que circulam no shopping -e nos shoppings em geral -com bebes e muito grande. E um berçário, um so, e longe...e brochante. O pior e ter, depois de tanto me queixar, de reconhecer que e melhor um do que nenhum. Ja fui em shopping sem fraldario , o bom e que nao precisei usar. Penso nas maes que precisaram...

sexta-feira, maio 08, 2009

Sonho de consumo

Em várias conversas descontraídas alguém sempre acaba fazendo um parêntese citando seu sonho de consumo. Aparentemente, todo mundo tem um , dois ou múltiplos Muitos deles baseados em necessidades diferentes que podem ser a ostentação, o prazer de compartilhar algo com outros ou simplesmente a idéia de que acumular coisas trará satisfação. 
Conheço gente que sonha com um porsche, outras que gostariam de uma casa bem grande...Eu quando penso em coisas que gostaria de ter sou uma decepção para os consumistas, por mais que me esforce nada me vem a mente. Se o sonho de consumo se expande um pouco e vai além das coisas palpáveis aí eu me delicio com um lugar chamado mundo. O mundo? Sim, gostaria de percorrer vários lugares dessa esfirra de carne - como diria o Karnak.
Se eu pudesse viajar amanha eu iria direto para a Croácia. Primeiro porque é lindo, segundo porque foge dos destinos comuns como Nova York, Londres, Paris -nada contra esses lugares comuns adoraria ser comum e ter a chance de visita-los. Tem praias maravilhosas -ok, o Brasil também tem, mas que mal faz conhecer a beleza de outros lugares? - uma cultura muuuuuito diferente a começar pelo idioma - e sua escrita- que não passa nem perto de entendermos meia palavra.
A curiosidade surgiu depois de assistir um episódio do E.R.,aquela série da Warner- um vício muito antigo- e um dos personagens, um médico, o ator Goran Visnjic , que é croata contava uma história sobre o dia que o filho dele sumiu numa praia na Croácia. E a outra personagem perguntava Tem praia na Croácia? Ele riu e respondeu Quilometros de praias lindas. A partir daí a semente da curiosidade se apossou do meu ser que passou a procurar em raras brechas do dia imagens e informações desse lugar que só tinha ouvido falar até entao por causa da guerra no início dos anos 90. 
Não vou colocar imagens aqui porque elas geralmente tem direitos autorais, mas fica o link para possíveis curiosos: http://www.google.com.br/search?source=ig&hl=ptBR&rlz=&q=croacia +fotos&btnG= Pesquisa+Google&meta=lr%3D&aq=f&oq=

quinta-feira, maio 07, 2009

Vantagens e desvantagens

Juro que tento escrever todo dia - essa e uma promessa que me faço desde a faculdade - mas quem falou que consigo? Antes era por pura falta de organização, dedicação e indecisão sobre o que fazer da vida- pasmem isso envolvia até o que eu fazia descompromissadamente.
Agora tem a ver com uma real, real mesmo, falta de tempo. Meu tempo livre se resume a nenhum. Estou sempre em casa mas também sempre envolvida com atividades do Otto, já que não tenho quem divida essas responsas comigo durante o dia. Levanto muito cedo o que não resolve muita coisa porque ele  também acorda super cedo. Ou seja, se ele resolver acordar junto comigo nada de post...a noite, as vezes rola um monopólio do computador e  estou envolvida em minhas necessidades básicas: comer, tomar, banho e dormir... Quase sempre certinho assim. E eu que nunca gostei de sequências certinhas, daquelas que se a gente filmar e assistir depois pensa que o dia nem mudou. Irônico, não?
Agora estou ignorando o que tenho para fazer, coloquei o moleque no andador e estou aqui explicando coisas para mim mesma, já que ninguém lê este blog, porque não divulguei e nem sei se vou mantê-lo como está...com a mesma cara e o mesmo nome. A proposta dele é a mesma de antes: falar do meu umbigo, fazer reflexões, arriscar umas crônicas e as vezes falar de coisas de que gosto muito. Mas tenho vontade de fazer umas mudanças...
Time's up! Tenho ir depois volto.

Voltei.
Por falar sobre rotina e sequências certinhas lembro-me bem de um comentário que fiz perto de um amigo ha mais de um ano atras. Eu - na época, estava voltando a dormir pelo menos 5 horas seguidas a noite, mas mal conseguia ir ao banheiro com tranquilidade porque o Otto era recém nascido, quase não dormia de dia como ainda nao dorme até hoje, e queria mamar toda hora- disse em tom de brincadeira Quero minha vida devolta e ele meio entre confuso e indignado perguntou E o Otto?
O que não consegui explicar naquele momento e talvez nem consiga mais voltar a este a assunto é que a idéia não era voltar no tempo e não ter o bebe, é que a vida muda radicalmente quando uma criança nasce. Ao contrario do que eu pensava a gente não se torna mae quando engravida e sim quando a criança nasce e temos de cuidar dela e nos doar 100% sem pestanejar. E isso leva tempo, as vezes bastante tempo para se assimilar. 
A vida nunca mais volta a ser como a gente conhecia - parafraseando Bill Murray em Lost in translation. Não é possível sair quando e para onde se quer e voltar na hora que acharmos melhor. E mais, a vida do casal muda, mas a da mulher muda muito mais. Vida social vai para o espaço, restringe-se a certos programas que acabam sendo os mesmos, os amigos sem filhos se afastam - isso da um post - e o tempo para si... tempo? - esse assunto é recorrente porque ele sintetiza meu cotidiano. Quando comento essas coisas sempre penso em mulheres com gêmeos ou aquelas com filhos de idades muito próximas. 
Esses dias assisti Eu, bebe um programa que rolou no GNT e la tinha o caso de uma mãe com um filho de dez meses e grávida de seis, uau! Essa não terá tempo nenhum para si tao cedo. Eu ficaria louca, com certeza. Um filho já me deixa amalucada. 
Uma amiga outro dia disse que queria trigêmeos. O meu comentário quando nascer seu primeiro você me conta se continua querendo trigêmeos.
Mas se me perguntarem se eu pudesse voltar no tempo se eu mudaria o fato de ter engravidado, serei categorica:nunca! Mesmo tendo engravidado sem planejar, mesmo passando uns perrengues e tendo feito escolhas que acreditei que podiam dar certo - mesmo sentindo que não dariam, por que raios a gente ignora a intuição? Finalmente, preciso reconhecer que a maternidade tem a ver com padecer no paraíso*. E muito trabalho, muita privação, muitas mudanças radicais em compensação tem as risadas, o aprendizado nosso e do bebe, a descoberta de um amor sem igual, a delicia do bom dia com sorriso - e sorriso de criança e imbatível- a compreensão que so uma experiência como essa pode nos dar.

*Um dia uma amiga me disse que ser mãe era padecer no paraíso e eu respondi Que sacanagem! E logo ela me respondeu: Melhor padecer no paraíso a padecer no inferno.





segunda-feira, maio 04, 2009

A balela sobre a imagem de mãe perfeita

No mundo de Cátia as mãe  são seres plácidos, não perdem a paciência, não gritam, não sofrem de TPM, não tem mau humor, não tem fome e nem sono. São incansáveis, estão sempre disponíveis para os filhos sem se preocupar se a casa está uma zona, se tem almoço para preparar ou se vai dar tempo de cortar e lixar as unhas dos pés que estão pedindo para ser aparadas há um tempão.
Mas a real é que as mães piram também. Antes de serem mães, elas, mulheres com aspirações, desejos e sonhos são seres humanos querendo- ou não- aprender a ser melhores. Portanto, elas xingam, perdem a paciência com filhos e maridos, se sentem sufocadas,  cansadas e  as vezes mentalmente imploram por um momento de egocentrismo que possam dedicar a si mesmas para fazer o que quiserem seja ir ao shopping, fazer uma caminhada, ler um livro ou tomar uma cerveja gelada sozinha. E isso pode ser decepcionante como cair da cama durante um sonho bom.
Então porque raios não ensinamos aos filhos desde cedo a entenderem isso? Por que vender essa imagem mentirosa? Por que colocar a figura da mãe num pedestal quando na verdade ela é so mais um ser humano, mas com a diferença de ter um papel a mais que é importantíssimo e envolve uma responsabilidade enorme? Será esse o problema?
O amor é incondicional mas a perfeição da mãe que acorda feliz de madrugada para ir atender o filho segundo a propaganda de uma operadora de celular é uma gradissíssima balela.
Vou me embora pensando nisso.

*Cátia, mãe do Otto, um ano, acordou as 5 da manha, trocou a  fralda e a roupa molhada de xixi do filho e perdeu a paciência por ficar quase duas horas tentando faze-lo dormir. 
** E a saga para configurar a teclado do computador chiquetoso continua...tanto recurso e nem consigo fazer o mais simples, ai ai.


sexta-feira, maio 01, 2009

Frio na barriga

Eu tinha dito que esta seria a ultima semana do Otto comigo em casa e em tempo integral, mas não vai ser ainda. Marcamos tudo para o dia 11/05 por ser a melhor data para a responsável pela escola poder me acompanhar melhor na adaptação dele. O Daniel conversou com ela e depois me passou o telefone para eu telefonar e pedir mais informações que sempre sao passadas mais detalhadamente para a mãe.
E engraçado como torcemos para uma situação acontecer e quando ela esta prestes a rolar bate aquela friaca na barriga. Não que estivesse louca para colocar meu filho de um ano numa escola -vulgo creche- mas a vontade de voltar a trabalhar e ter um pouco de tempo para mim sempre existiu. Confesso que depois de conversar com a Sonia senti o coração apertado. 
Tenho uma amiga de longuissima data e mãe de dois filhos - o mais velho de 11 anos e o mais novo faz um ano esse mês, ficamos gravidas quase juntas dessa vez- que me disse que e mais doído  para nos  do que para eles. O primeiro filho dela, o Guilherme, foi para a escola com 6 meses e o pequeno André ainda fica em casa, mas ela já voltou a trabalhar ha algum tempo.
Uma coisa que me surpreendeu foi a saber que a adaptação leva apenas um dia. A Sonia disse que quanto mais a mamãe fica por perto mais complicado e para a criança se acostumar com a situação nova. Hoje minha cunhada que e pedagoga me explicou que funciona  assim mesmo porque a criança pode ficar confusa e entender que a mãe vai estar lá todo dia, o que piora tudo.
No meu mundo ideal - já devo ter citado isso por aqui antes- bebes deveriam ir a escola a partir dos 2 anos e a mãe deveria ter licença maternidade de 2 anos, mas sou errante profissional e nasci ao sul do Equador, essas coisas por aqui são sonho, meu e de muitas outras mães.
O que tenho a fazer agora e me preparar psicologicamente e ficar muito calma para transmitir essa calma para o Otto. Essa situação deve trazer muita choradeira minha e dele também, mas e a única forma de eu ir voltando para a vida, sair da minha zona de conforto - por mais absurdo que isso possa parecer vindo de uma mae de um bebe, isso da outro post inteirinho  - afinal, faz mais de um ano que praticamente hibernei socialmente, profissionalmente nem digo mais nada... Tenho que correr atras do que e necessário sem firula ou planos fabulosos. Quando estiver tudo definido, claro e, principalmente, sendo colocado em pratica para valer eu desembucho!!
Meu mantra atual e: falar menos e fazer mais! (alias, ha muito tempo mas e para controlar o fogo de palha de uma ariana com ascendente em libra...rs).

*Fiz umas rezas brabissimas para a Nossa Senhora do Teclado e estou quase me entendendo com o teclado malvado tomado por um exu que me obriga a escrever quase tudo sem acento.