segunda-feira, maio 04, 2009

A balela sobre a imagem de mãe perfeita

No mundo de Cátia as mãe  são seres plácidos, não perdem a paciência, não gritam, não sofrem de TPM, não tem mau humor, não tem fome e nem sono. São incansáveis, estão sempre disponíveis para os filhos sem se preocupar se a casa está uma zona, se tem almoço para preparar ou se vai dar tempo de cortar e lixar as unhas dos pés que estão pedindo para ser aparadas há um tempão.
Mas a real é que as mães piram também. Antes de serem mães, elas, mulheres com aspirações, desejos e sonhos são seres humanos querendo- ou não- aprender a ser melhores. Portanto, elas xingam, perdem a paciência com filhos e maridos, se sentem sufocadas,  cansadas e  as vezes mentalmente imploram por um momento de egocentrismo que possam dedicar a si mesmas para fazer o que quiserem seja ir ao shopping, fazer uma caminhada, ler um livro ou tomar uma cerveja gelada sozinha. E isso pode ser decepcionante como cair da cama durante um sonho bom.
Então porque raios não ensinamos aos filhos desde cedo a entenderem isso? Por que vender essa imagem mentirosa? Por que colocar a figura da mãe num pedestal quando na verdade ela é so mais um ser humano, mas com a diferença de ter um papel a mais que é importantíssimo e envolve uma responsabilidade enorme? Será esse o problema?
O amor é incondicional mas a perfeição da mãe que acorda feliz de madrugada para ir atender o filho segundo a propaganda de uma operadora de celular é uma gradissíssima balela.
Vou me embora pensando nisso.

*Cátia, mãe do Otto, um ano, acordou as 5 da manha, trocou a  fralda e a roupa molhada de xixi do filho e perdeu a paciência por ficar quase duas horas tentando faze-lo dormir. 
** E a saga para configurar a teclado do computador chiquetoso continua...tanto recurso e nem consigo fazer o mais simples, ai ai.


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