sexta-feira, maio 22, 2009

Paciência em pilulas

Na ultima semana tenho prometido para mim quase todo dia que nao vou perder a paciência. Volta e meia me pego olhando para o céu e pedindo a paciência de Jo triplicada, elevada a decima potência ou tendendo ao infinito. E no fim acabo fazendo e falando sempre as mesmas besteiras:  grito,  bato  em alguma coisa ou faço arremesso de objetos -sempre sem alvo, nao chego assim a ser um perigo para a família ou sociedade. Sinto uma vergonha disso... Pareco criança contrariada ou aquelas desequilibradas de novela que jogam coisas nos outros.
Tudo seria fácil, perfeito e indolor se a paciência, a tolerância e tantas outras características humanas fossem aprendidas ou adquiridas como em Matrix - o filme que inspirou o nome deste blog- em que um software era carregado no cérebro e toda a informação necessária aparecia em segundos. Que sonho!
Agora pouco eu, abaixada para observar meu filho comer, no meio da cozinha, pensava em como posso nao ser sensível a ponto de entender que nos piores momentos  tudo uma criança exige da gente,as vezes, mais do que amor, e um saco imenso, do tamanho da Via Láctea para lidar com seus desconfortos. 
Este assunto esta recorrente aqui porque por mais que prometa para mim mesma que nao vou perder a calma, que peça a paciência de Jo elevada ao infinito e que mentalize o mantra Omm, a flor de lotus, a brisa do mar ,a cachoeira da putaqueopariu acaba indo tudo por água abaixo quando o moleque começa a dar chilique por motivos diversos e  eu cansada de acordar uma da manha e depois as cinco horas diariamente e segurar essa pegada por vários dias seguidos nao me contenho e me comporto pior do que ele...Que raiva de mim...E o chicotinho da auto flagelação mental entra em ação, as vezes,rola ate choro...meu, e claro.
Quero paciência em pílulas vermelhas, roxas, laranjas ou desidratada como sopa,  quero o software  de Matrix...

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