O transito em direção a Pinheiros estava um lixo, no bairro a coisa estava ainda pior e a Pça Benedito tinha transito humano, as calcadas estavam lotadas de gente. Impossível de ficar num lugar assim com um bebe que nao anda com um humor muito fácil. Na verdade, terrível andar em lugar assim com qualquer bebe em qualquer estado de animo.
Tá fedido
Fumaça de caminhão
Eu tô cansado da cidade
Eu quero ir pro mato
tem de tudo lá
porco galinha pato
tem carroça
tem cachorro
tem carro de boi
correguinho sempre tem
Juvenar Juvenar
Vem tirar o leite
São 6 horas da manhã
Juvenar Juvenar Juvenar Juvenar
Abortamos a missão e fomos parar num restaurante japonês de que gostamos muito e nem sabíamos que abria para almoço já que so íamos la para jantar. Mas isso foi em outra vida... Nem sei mais o que jantar fora e nem sair sozinha com o Daniel.
Bueno, a jornada daqui - extremo oriente da capital paulistana- ate o outro lado da cidade, somada ao transito improvável para um sábado pesaram, quando chegamos ao restaurante o Daniel estava tao cansado que nem conseguiu comer direito. Sair para almoçar levando uma criança de um ano e pouco que esta prestes a começar a andar e um trabalho impensável para quem encara almoçar fora como uma forma de descansar.
De qualquer forma valeu a pena, a comida do Jardim Japonês e muito boa - estou fazendo propaganda porque o lugar merece. Os sashimis sao generosos, os temakis sempre estão com as algas sequinhas, os hot rolls sempre vem hot - nao conto as vezes que comi hot roll frio em outros restaurantes- os rolinhos primavera sempre sempre vem quentinhos e com cara de que foram assados e nao fritos naquele óleo preto nojento de pastel de feira depois da uma e meia da tarde, fora as cortesias que e sempre uma novidade muito gostosa.
A volta teve um pouquinho de transito de novo que provocou a conversa sobre a cidade nao estar suportando mais a quantidade absurda de carros na rua - o interessante e que durante a conversa rolava Juvenar* do Karnak, no som do carro, veio bem a calhar. Tudo isso desperta a minha inquietação sobre os rumos das coisas, do planeta e do que o mundo reserva para o meu filho e toda a geração dele.
Penso na minha irresponsabilidade social e ecológica e na de tantas outras pessoas e nao gosto dessa projeção. Gostaria de ser mais ativa, de fazer algo muito pontual nisso.... Acho que toparia ate viver numa eco villa trocando serviços com outras pessoas, comercializando produção agrícola, artesanato e também consultoria para empresas ou pessoas comuns fora do lugar. Soa meio riponga, mas a intenção nem e essa e sim tentar viver uma vida quem sabe um pouco mais sustentável e com mais qualidade. Quem nao quer isso?
Embora, a cidade seja caótica eu nao ouso a falar dela. Aqui tem tudo de ruim mas tudo de bom a gente encontra a cada esquina tambem.
Sonhos de ativismo ecológico e declarações de amor a cidade a parte conto que o animo do Otto esta melhorando, estou aos poucos conseguindo descansar . Os dentes dele continuam o incomodando ate porque ele continua cocando a gengiva e ainda nao voltou a dormir a noite inteira. Ainda nao o mandei para escola porque estou esperando que ele fique um pouco mais calmo, imagina, os dentes incomodando e ainda ir para um lugar com o qual nao esta acostumado. E muito para assimilar de uma única vez e ainda nao voltei a trabalhar entao vou ficando com ele em casa. So nao quero manda-lo para escola no mesmo dia que eu voltar. Minha sanidade mental esta voltando aos poucos também e ainda nao achei paciência em pílulas, mas de alguma forma ela esta aparecendo, eu acho.
Catia, que dificilmente consegue terminar uma postagem no mesmo dia que comeca.
* Tá feio aqui
Tá muita poluiçãoTá fedido
Fumaça de caminhão
Eu tô cansado da cidade
Eu quero ir pro mato
tem de tudo lá
porco galinha pato
tem carroça
tem cachorro
tem carro de boi
correguinho sempre tem
Juvenar Juvenar
Vem tirar o leite
São 6 horas da manhã
Juvenar Juvenar Juvenar Juvenar
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