quarta-feira, maio 13, 2009

Duvidas e masoquismo

Eu sei que pela milésima vez prometi que escreveria todo dia - desde sempre, essa ladainha e antiga...- ,mas quem falou que da para garantir isso com a minha labuta diária. E por incrivel que pareça ou por masoquista que pareça - mae tem sempre uma queda por esse lance maso- estou perto de ter algum dia livre, sem Otto o dia inteiro, e nao estou feliz com isso. E quantas vezes eu quis um tempo livre para mim?
A adaptação dele na escola ,comigo acompanhando, já aconteceu e aparentemente foi bem - segundo as professoras e pelo que vi também, esperava tudo muito pior.(Ainda estou terminando o post sobre o dia, estava tao cansada e o blogger dando tanto pau que nao consegui finalizar).
Agora confesso que estou em crise. A confirmação do meu freela saiu, so nao sei quando começo. Ontem decidi depois de conversar com Daniel que seria melhor confirmar o trabalho e depois a ida do Otto para escola, seria completamente sem sentido ele na escola o dia todo sendo acordado as cinco da manha se estarei em casa o dia todo. 
A minha crise tem a ver com a  separação dele, meu questionamento se essa e a decisao certa, se e melhor manda-lo para a escola essa semana já que ele foi uma vez para nao quebrar tanto a continuidade ou começar para valer na próxima semana sem intervalos , hesitações ou problemas práticos a serem resolvidos. Estou tensa com o coração apertado e chorando escondida.
Sei que se eu quisesse ficar em casa com ele por mais um ano eu poderia, mas também sei, e muito bem, que voltar a trabalhar seria mais difícil. Das novas maes que conheço, sou a mais E.T.: nao tinha um emprego quando gravida, nao tive licença maternidade remunerada, fiquei um ano e pouco em casa cuidando exclusivamente do meu filho e ainda por cima ainda amamento - quando comento isso varias pessoas se espantam, ainda vou falar sobre isso por aqui.
Conheci a escola e gostei. Como boa xiita que sou, protestei contra duas coisas do cardápio e me informaram que se eu nao quiser que de certos alimentos para eu comunicar por escrito que prontamente obedecerão meu pedido. Alivio. 
Telefonei logo cedo para a coordenadora para dizer que o Otto nao iria e justificar o motivo. Queria evitar a impressão de que algo possa ter me desagradado - o que desagradou mesmo foi a quantidade de criança resfriada, mas isso e inevitável- porque me empolguei e acabei dizendo que ele voltaria no dia seguinte.
Vou dormir para ver se coloco meus sentimentos em ordem e acordo pensando melhor.

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