segunda-feira, junho 01, 2009

Conversar e sempre o melhor remedio

Nao que eu nao soubesse. Mas sabe quando de repente você para de se sentir sozinha so de conversar com outra pessoa em situação parecida?  
Ontem, fui com o Daniel a casa de um amigo dele, Gabriel, e conversei com a mulher dele, Renata, por algum tempo. Eu já a conhecia, mas nos vimos poucas vezes e conversamos menos vezes ainda.  O casal tem dois filhos, um menino de dez anos e uma menina de um ano e meio, entao foi  ótimo conversar com alguem que entende nossos perrengues porque passa por eles constantemente.
Ela como eu, esta em casa em tempo integral cuidando dos filhos. Trabalha todos os dias sem fim de semana, feriado ou dia santo, porque assim e a vida de mae. Ate rimos ontem, quando comentamos o tempo que faz que nao sentamos numa poltrona de cinema. Ela disse que nem sabe mais como funcionam as coisas la e que corria o risco de ser expulsa por mau comportamento quando tivesse oportunidade de ir ver um filme de novo. Eu entrei na brincadeira e disse que comigo nao seria muito diferente e que tambem perigava fazer um papelao, tipo querer por a mao na tela, deitar no chao com medo de algum efeito especial ou roubar o refrigerante de alguem.
Tudo o que venho comentando por aqui sobre me sentir sozinha, amar meu filho e amar cuidar dele mas querer um tempinho so para mim e voltar para a vida, trabalhar, sair sozinha com o marido,bla bla bla... Nao sou so eu que tenho passado por isso. 
A ficha que caiu tem a ver com isso...Em todas as conversas que tive oportunidade de ter com maes de crianças pequenas no consultório do pediatra, na clinica de vacinação ou em ocasiões bacanas como a de domingo, de visitar alguém e bater um bom papo principalmente com quem esta na mesma onda, as maes se queixam quase sempre as mesmas coisas: solidão, falta de tempo e agora o esquecimento.
O que a Renata comentou de interessante, e eu pensava que so eu estivesse assim,  foi o fato de andar muito esquecida. E contou o que andou aprontando nos últimos tempos por causa do esquecimento que já a esta deixando preocupada a ponto de procurar um medico. Eu tentei tranquiliza-la dizendo que eu também estou percebendo isso em mim.
Parece mesmo que estar em casa o tempo todo cuidando de filho pequeno nos deixa num mundo a parte que acaba nos trazendo uma serie de limitações já que o nosso tempo nao e mais nosso e tampouco e prioritário e a disponibilidade simplesmente nao existe.
O tempo para nos parece passar de forma diferente. Esses dias levei o Otto para tomar vacina e la na clinica estava uma mae com uma bebe de três meses que me disse que o tempo para ela nao passa, alem da filha ser bem pequena ela chora demais. Eu bem sei como e isso. Na verdade, os seis primeiros meses parecem uma eternidade.
Se dizem que ser mae e padecer no paraíso, a experiência tem mostrado que e tudo verdade.

*Este post foi escrito em três dias. Nao por ser complexo ou porque a criadora e lerda, mas pela indisponibilidade citada no texto.


Nenhum comentário: