quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Apologia do pessimismo

Em rodas de amigos, no cinema, nos noticiários nos últimos tempos o assunto de que mais se fala é o pessimismo. Quando,entre amigos, a coisa vem mascarada de bom humor e sarcasmo. No cinema, sÃo as histórias que mostram o poder das grandes coorporações ou do status quo. Nos noticiários, só de vermos e ouvirmos as milhares de desgraças em meia hora de jornal concluímos realmente que o mundo é uma desgraça irreversível.
Sem contar os valores difundidos nos meios de comunicação em que gente preocupada com causas maiores são chatas, politicamente corretas (inclusive, quem inventou essa baboseira de politicamente correto? ) ou acreditam em duendes.
Não, o mundo não será consertado por essas pessoas ou por outras nem agora, nem daqui há 20,40,60 anos. Há muita coisa torta e interesses econômicos que, para quem tem o controle remoto do mundo, vale mais que a vida humana e seu bem estar ou mais do que as condições ambientais. Afinal, é a desgraça que gera lucros, descobertas,produtos novos.
O problema é que daqui a pouco não haverá planeta para abrigar tudo isso.
A pergunta que nÃo cala jamais é como cobrar consciência coletiva das pessoas se só se fala em maleza e nunca em esperança, em caminhos alternativos que conduzam os acontecimentos a outra direção?
Com certeza muita gente não quer mudança poruqe não a considera possível; outros porque preferem receber de graça benefícios paliativos suficientes para a subsistência; há ainda aqueles que colaboram para a manutenção do status quo porque se beneficiam dele.
Soluções imediatas ou de médio prazo na atual conjuntura não serão possíveis e as que forem aparecendo aos poucos ficarão escondidas porque afinal, quem acredita nisso é ingênuo. Além disso, onde haverá espaço para algo bom se as atenções estao sempre voltadas para o que dá errado?

Um comentário:

Anônimo disse...

Infelizmente é uma realidade esta q vc tão bem descreveu Ca... onde interesses particulares e o descaso e até mesmo ignorância das massas impede q ações de reparo possam ser executadas. embora compartilhe um pouco deste pessimismo, tento, assim como muitos q conheço, fazer algo para q, se não em 20, 40 ou 60 anos... mas em 80, 100 ou mesmo 200 anos essa mudança seja alcançada (ou pelo menos avance um pouco mais). Obviamente nem estarei vivo qdo este objetivo for alcançado... mas o nosso legado ficará para estes q colherão os resultados de nossas ações hj!

beijos pra vc Ca...