People I know, places I go, make me feel tongue-tied I can see how people look down, they're on the inside
Finjo que tudo está bem quando na verdade ainda estou angustiada. Juro que não sei de onde está vindo essa solidão ou esse medo dela.
Começo a entender agora porque depois de uma certa época da vida os nossos amigos permanecem os mesmos ou simplesmente diminuem. Parece que as outras "amizades" ficam fugazes, se evaporam fácil frente a certos acontecimentos que se comparados a uma potencial amizade bacana e duradoura são menores.
Outra coisa que reparo é que encontrar gente que tenha afinidade com a gente e que dê liga para uma boa amizade é tão mais dificil. A gente fica velho e fica mais chato,seletivo, cínico e fazendo menos questão em agradar os outros (o que de certa forma é melhor,pelo menos ninguém tenta fumar para ser aceito num grupo).
O poder de mudar essas coisas desagradáveis não está na minha mão,infelizmente.Afinal, não sou Deus e também não toparia encarar essa responsa.
O louco é que enquanto eu estou atrasando o meu trampo angustiada com isso,nessa manhã cinza e fria de inverno a Terra gira porque tem que girar,os carros continuam se movimentando como sempre, as pessoas continuam sobrevivendo amargas,pálidas, solitárias, conformadas, alegres às vezes, afinal é ano de Copa.
O problema deve estar em mim,porque essa mentalidade adolescente não combina com o modelo de uma mulher de 27 anos...Só que eu não combino com vários modelos estabelecidos,talvez eu vire adulta quando fizer 60 anos de idade, se eu chegar lá.
quarta-feira, junho 28, 2006
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