A preocupação é um dos grandes ingredientes para acabar com o tesão pelas coisas e até pela vida. Os prazeres praticamente somem, o que nos interessa passa a não nos interessar mais, a paciência se encurta e sonhos...simplesmente se desintegram.
Eu gosto de ver filmes seja no cinema ou em DVD, inclusive esse é um gosto que se intensificou muito há alguns anos, só não me julgo tão cinéfila porque ciéfilos não vivem sem ver cinema, e eu sim, de forma mais triste, mas consigo.
Sempre tive paixão por música. Os meus dias dificilmente terminavam sem pelo menos 2 horinhas de som. Há um tempo atrás estava percebendo que esse prazer estava ficando meio cinza e caindo no tanto faz. O que é estranho porque gostar de música e estar por dentro das notícias sobre o assunto sempre fizeram parte de mim. A falta de tempo do ano passado e a minha preocupação com os planos da vida profissional me piraram tanto a ponto de quase anular esse gosto.
Depois de uma deprê recente resolvi relaxar e resgatar meus gostos e prazeres. Acho que finalmente resolvi aceitar que não existe preocupação que faça algo acontecer e tampouco dar certo. Gostaria de conhecer alguém que me diga que tentou uma coisa sabendo que ela ia dar certo. Percebi que estava medindo e calculando situações de forma que só agiria se elas dessem certo. Mas como eu ia prever isso?
Ok, porta na cara sempre cansa! Desgasta, arrasa, detona com o ânimo...Só que até agora eu não vi outra alternativa a não ser exercitar a conjugação do verbo tentar. Outra descoberta é que esse verbo só tem força quando acompanhado do substativo paciência e acrescido do verbo insistir. O grande negócio até então é riscar da lista a palavras preocupação e ansiedade. Quem sabe assim, fica mais possível escrever uma história mais interessante.
segunda-feira, abril 02, 2007
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